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Sou dessas pessoas que gosta de desfiles agitados, com modelos em passos pesados, cabelos esvoaçantes, olhos cerrados e uma música que embala um acting que segura sua atenção por todo o tempo da apresentação. Piscou, perdeu.

Vivemos com FOMO. Estamos sempre conectados, sempre otimizando o tempo para fazer o máximo de coisas possível no menor tempo possível, até que você vai ao Instituto Tomie Ohtake, em uma segunda-feira à noite, esperando que uma marca de streetwear traga o seu catwalk favorito — mas você é obrigada a relaxar.

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Com violão ao vivo, a Quadro Creations apresentou seu desfile em passos lentos, com caminhar leve e peças com foco na alfaiataria e em cores neutras. Tudo parece mais simples do que a Quadro que comecei a admirar pelo interesse na tecnologia e pelas bolsas mais úteis que já tive, mas a riqueza estava nos detalhes.

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Se antes a construção já era importante, aqui ela é ainda mais. A alfaiataria domina a passarela, mas se encontra com suéteres, jaquetas de cortes mais retos, tiras e flores que “aquecem” um pouco daquela visão mais fria das roupas. É como se o fácil tivesse ganhado uma versão um pouco mais difícil, mas ainda assim muito simples de olhar, vestir e imaginar por um bom tempo no guarda-roupa.

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Sem mais ansiedade pelos passos lentos, assistir ao desfile da Quadro Creations parece um convite para desacelerar — na moda e na vida —, mas não daqueles que te fazem sentir constrangido ou culpado. É como se você estivesse disposta, mais uma vez, a parar, observar e permitir que o tempo se dilate sem se preocupar.

Hylentino

MODA, BELEZA E CULTURA EM UM SÓ LUGAR.

A moda democrática.

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