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O Lyst Index do primeiro trimestre de 2026 confirma uma mudança importante no topo da indústria da moda: a Chanel ocupa o primeiro lugar como a marca mais desejada do mundo. O levantamento, que combina dados de buscas, vendas, engajamento digital e visibilidade cultural, passa a refletir um momento de transição no mercado, em que mudanças criativas recentes começam a impactar diretamente o desempenho das grandes casas.

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Ranking das marcas mais populares do primeiro trimestre de 2026. Fonte: Lyst.

A liderança da Chanel acontece em um contexto de renovação. A chegada de Matthieu Blazy à direção criativa marca um novo ciclo para a marca, que amplia sua presença e reposiciona sua imagem sem romper com seus códigos clássicos. Esse movimento contribui para o aumento de interesse global, tanto em termos de busca quanto de circulação digital, e ajuda a explicar o salto para a primeira posição. Além disso, a Chanel se beneficia de um portfólio de produtos altamente reconhecível, que continua convertendo visibilidade em demanda de forma consistente, especialmente no segmento de acessórios.

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Na segunda colocação, a Saint Laurent recua uma posição em relação ao trimestre anterior, após ter liderado o ranking. A queda não indica perda de relevância, mas uma reorganização do topo diante de novos estímulos no mercado. A marca segue registrando alto volume de buscas e forte presença digital, sustentada por uma identidade visual estável e por produtos que mantêm circulação constante entre consumidores e influenciadores.

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Foto: Andrea Adriani/launchmetrics.com/spotlight

A Dior aparece em terceiro lugar, impulsionada por mudanças recentes em sua direção criativa. A transição amplia a exposição da marca e gera aumento de interesse global, refletido nos dados do índice. Movimentos desse tipo costumam produzir picos de atenção, especialmente quando associados a novos desfiles, campanhas e reposicionamento de linguagem, o que contribui diretamente para o crescimento no ranking.

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Divulgação/ Dior

Na quarta posição, a Miu Miu mantém relevância mesmo após liderar edições anteriores do índice. A marca continua apresentando forte desempenho em visibilidade digital e engajamento, sustentando sua presença entre as mais desejadas. Já a Gucci, em quinto lugar, sobe quatro posições em relação ao trimestre anterior, movimento diretamente associado à chegada dos primeiros produtos da nova fase criativa liderada por Demna às lojas em janeiro. O aumento de interesse acompanha a circulação dessas peças no mercado, indicando resposta imediata do público às mudanças na marca.

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Divulgação/ Gucci

O restante do top 10 mantém o predomínio de grandes casas de luxo, com a Prada, a Loewe, a Bottega Veneta, a Versace e a Balenciaga completando as dez primeiras posições. A permanência dessas marcas reforça a estabilidade do grupo de maior visibilidade global, ainda que com variações internas de posição ao longo dos trimestres.

Outro ponto relevante do relatório é a consolidação de um padrão de consumo centrado em produtos específicos. Em vez de coleções completas impulsionarem o desempenho, são itens pontuais — principalmente acessórios — que concentram maior volume de buscas e intenção de compra. Bolsas, calçados e peças com forte identificação visual continuam sendo os principais vetores de crescimento, indicando uma preferência por produtos de reconhecimento imediato.

O índice também evidencia que mudanças de direção criativa seguem como um dos principais fatores de variação no ranking. A entrada de novos diretores ou a reformulação de linguagem visual tende a gerar picos de atenção que impactam diretamente métricas como busca e engajamento. Ao mesmo tempo, marcas que mantêm consistência estética conseguem sustentar desempenho elevado mesmo sem grandes rupturas, equilibrando novidade e continuidade.

De forma geral, o Lyst Index de 2026 aponta para um cenário em que o desempenho das marcas depende da combinação entre visibilidade constante, capacidade de adaptação criativa e força comercial. A liderança da Chanel, associada às movimentações recentes de outras casas do top 10, indica um mercado em que tradição e renovação operam de forma simultânea, influenciando diretamente o comportamento de consumo e a dinâmica de desejo global.

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