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Há um ano, Kevin Germanier, suíço de 34 anos e fundador de sua marca homônima, debutava na alta-costura, desafiando as regras do luxo convencional. Desde então, ele vem se destacando por transformar materiais recicláveis em criações carnavalescas e artesanais, incluindo colaborações com Gustavo Silvestre, combinando opulência, humor e inventividade.

Ontem, Germanier apresentou “Les Chardonneuses”, coleção que mostrou com precisão como a alta-costura pode ser sofisticada e consciente. Peças vintage de maisons do grupo LVMH, incluindo uniformes criados pela Berluti para as equipes olímpicas e paralímpicas francesas nas Olimpíadas de 2024, ganharam nova vida em vestidos e ternos bordados, saias de tule volumosas e silhuetas de proporções inesperadas. Alguns looks tinham um quê de John Galliano em seu New Look nos tempos de Dior, com precisão artística evidente em bordados e aplicações de contas, quase como pequenas esculturas. Cada fio reciclado carrega memória, cada detalhe conta uma história, mostrando que o upcycling é uma verdadeira reinvenção da alta-costura.

O desfile foi um espetáculo de cores, texturas e referências. Volumes carnavalescos se misturaram a acabamentos precisos, bordados quase escultóricos e aplicações minuciosas. Germanier fechou a Semana de Alta-Costura com uma mensagem potente: “Les Chardonneuses” não veste apenas modelos, mas ideias. Ternos que parecem joias, saias que desafiam a gravidade e vestidos que provam que luxo, sustentabilidade e criatividade podem coexistir com glamour, humor e inteligência.

Hylentino

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