Um dos musicais mais comentados dos últimos anos já tem data para chegar ao Brasil — e começa, aos poucos, a tomar forma. “O Diabo Veste Prada” estreia em 25 de fevereiro de 2027, no Teatro Santander, em São Paulo, depois de passar por Londres e reunir um público de mais de um milhão de pessoas. Antes mesmo de chegar à Broadway, prevista para 2028, a montagem brasileira já coloca o país na rota das grandes produções internacionais do gênero. Os ingressos já estão à venda, tanto online quanto na bilheteria do teatro.
A produção nasce da parceria entre a Touché Entretenimento e a Artnic, e dá continuidade a um movimento que vem consolidando o musical de grande porte no Brasil. À frente, Renata Borges soma ao currículo títulos como Beetlejuice, Uma Babá Quase Perfeita, Bob Esponja – O Musical e Querido Evan Hansen. Ao mesmo tempo em que aposta em franquias internacionais, a produtora também ensaia novos caminhos, como o musical original Meu Filho é um Musical, inspirado em Paulo Gustavo, que estreia em maio.
Com direção de José Possi Neto, a montagem aposta em uma encenação que parte do imaginário já conhecido do público, mas tenta ir além da referência óbvia. A ideia é equilibrar o espetáculo visual com uma narrativa mais precisa, aproximando o universo da moda de uma leitura contemporânea e acessível.
Os primeiros nomes do elenco também já foram revelados em um teaser: Claudia Raia assume Miranda Priestly, enquanto Myra Ruiz interpreta Andrea Sachs. Completam o quarteto principal Bruna Guerin, como Emily, e Maurício Xavier, no papel de Nigel. A escolha aponta para um elenco experiente, ancorado em nomes já reconhecidos do teatro musical brasileiro. As audições para os demais papéis acontecem em maio de 2026, em São Paulo.

Andy Santana
A história parte do romance de Lauren Weisberger, publicado em 2003, e da adaptação cinematográfica de 2006. Para o palco, ganha músicas de Elton John, letras de Shaina Taub e Mark Sonnenblick, e libreto de Kate Wetherhead, em colaboração com a autora.
Antes de chegar ao Brasil, o musical passou por Chicago, em 2022, e seguiu para o Reino Unido, com temporadas em Plymouth e no West End de Londres, onde segue em cartaz. Por lá, também chamou atenção da crítica, rendendo uma indicação ao Olivier Awards 2025 para Amy Di Bartolomeo, na categoria de atriz coadjuvante.
Entre uma base já consolidada e a tentativa de se reposicionar para novas plateias — inclusive com o retorno da história aos cinemas —, a montagem brasileira chega cercada de expectativa. Mais do que repetir uma fórmula, ela parece interessada em entender como esse imaginário ainda circula hoje.
