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A dança das cadeiras da moda parece não ter fim, mas dessa vez, a saída foi um pouco diferente. Stefano Gabbana deixou o cargo de presidente da Dolce & Gabbana e parece estar considerando até mesmo sua participação na empresa daqui pra frente.

O estilista fundou a marca italiana em 1985 ao lado de seu companheiro de moda e vida, Domenico Dolce, e ainda permanece na cadeira criativa, mas também pensando sobre o futuro dos seus 40% da marca, segundo fontes do Business of Fashion. De acordo com alguns relatórios, ele deixou o cargo de presidente em dezembro e foi substituído por Alfonso Dolce, irmão de Domenico, que também é CEO da grife italiana.

A notícia vem em meio a uma crise financeira que tem como principal problema uma dívida de mais de 450 milhões de euros, que já levou a marca a iniciar negociações com credores para reavaliar prazos e condições. O movimento acontece após uma desaceleração global no mercado de luxo, que vem pressionando os resultados da empresa nos últimos meses. Apesar do cenário, as conversas ainda estão em estágio inicial e, até o momento, não há confirmação de mudanças estruturais mais profundas, como venda de participação ou reconfiguração da liderança criativa. Internamente, a estratégia segue voltada para manter a independência da marca, com foco na expansão, especialmente no segmento de beleza.

Apesar de amada por artistas e celebridades, a Dolce&Gabbana enfrenta crises de todos os lados. Mesmo sendo uma das maiores e mais influentes empresas na moda, o posicionamento de seus fundadores costuma deixar cicatrizes que vem diminuindo a popularidade da D&G.

Em 2018, a marca lançou uma campanha onde uma mulher chinesa tentava comer comida italiana com hashis de forma caricata. O resultado foi uma onda de boicote por celebridades da China, produtos removidos de plataformas de venda, desfile em Shangai cancelado em cima da hora e uma mancha pública que nunca foi apagada. Stefano causou outra crise quando chamou bebês de fertilização in vitro de crianças sintéticas. Além disso, comentários homofóbicos e misóginos também foram atribuídos a dupla.

Recentemente, durante a apresentação de outono/inverno 2026, a marca foi amplamente criticada por apresentar uma coleção que prometia ser retrato do homem italiano, e apresentou um casting quase 100% branco.

Aqui, a crise não é só financeira, mas é de posicionamento também. Será que ainda temos espaços para algumas “opiniões” na moda, ou estamos prestes a ver a Dolce&Gabbana quebrar?

Hylentino

MODA, BELEZA E CULTURA EM UM SÓ LUGAR.

A moda democrática.

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