Abrindo a Semana de Moda de Milão, Alessandro Sartori apresentou o inverno da Zegna partindo de uma reflexão sensível sobre o “armário de família” — esse lugar onde roupas deixam de ser apenas peças e passam a carregar memória, afeto e continuidade. A coleção nasce da ideia de herança: aquilo que foi usado antes, aquilo que permanece e aquilo que ainda será vestido por outras gerações.
Na passarela, vimos uma alfaiataria desconstruída e profundamente atemporal, tão precisa que poderia pertencer aos anos 70, 80, 90 ou perfeitamente a 2026. As roupas soavam como peças herdadas do pai ou do avô, ao mesmo tempo em que pareciam prontas para, no futuro, serem passadas adiante aos filhos. Nada ali escorregava para o caricato — tudo era elegante, vivido, real. A mistura de texturas e estampas acontecia com naturalidade, reforçando a sofisticação silenciosa que marca o trabalho de Sartori na Zegna.
Um dos destaques da coleção foi a presença do quimono da Zegna, peça que ganhou grande repercussão após Wagner Moura usá-la no Critics Choice Awards. Agora, o modelo é lançado comercialmente, reaparecendo na coleção em uma versão mais próxima de um blazer, integrada à alfaiataria da marca.
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Zegna Inverno 2026
Milão · 2026 · Go Runway
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Zegna Inverno 2026
Milão · 2026 · Go Runway
O desfile também foi atravessado por uma camada simbólica forte: Kleber Mendonça Filho estava presente na plateia, assistindo, com os filhos, enquanto o casting contou com modelos mais velhos, corpos que carregam tempo, história e experiência. No fim, a Zegna não apresentou apenas roupas, mas uma ideia de vestir baseada em valores duradouros — onde estilo não é tendência, é legado.





